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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

MARIA



MARIA

Entre as Marias, sonhei  em pleno sol
Cintilante, bronze e cobre nas madeixas
Enformadas como caracol em uma flor

A mais bela estendia sua lida viva
No varal da verdadeira e sutil alegria
E sorria, feliz com o seu bordado amor

Sol nascente, quente, vibrante, coloria
A simpatia daquela linda meiga Maria
Nas dunas provocantes de fino pudor

Cores ao vento feito lençol coloria
E Protegia os quês da delicada Maria
Que não se inibia pelo sorriso rubor

A cada amanhecer via minha Maria
Na certeza que ela nunca me viria
Assim, preservaria  minha parcial dor

Vitorioso fui sonhador, a cada dia
Nas lavagens finas da deusa Maria
Que corava suando,  uma libido furor


Indo e vindo fui delirante a cada dia
Até o por sol que me fazia companhia

Viu extravasar em  Maria a  minha cor

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

PLIM





PLIM

Vejo do alto uma cor... só minha
Voando vem e plana sobre o jardim
Trazendo algo em minha direção
É o amor que não morreu, renasceu
Cantando vamos, todos, bailando
Em um arrebol de fantasias, de folia
Flores cintilantes abrindo-se vão
E juntos bailamos uma linda canção
Canção de ninar que acalma e embala
É impossível acreditar, mas isso é amor
Que outrora morrera e ressuscitou
Vem pra folia, vem celebrar a alegria
Porque a noite se enruga logo alí
Quando a lua vai embora já é outro dia
Vivamos o agora que bate a porta

Plim!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

C.A

C.A

E nas cores que soam ao vento
Vejo o tilintar dos murmúrios
Sem sonhos, sem formas
Uma pustulenta obsessão
De uma ardente tensão
Petrificou como edema
A singela válvula sangrenta
E como feridas frias em caldas
Que em  metástase assombra
Uma vida profana escarlate
Sorrir a destemida ilusão de viver
E nesse fervilhar quimioterápico
Não cessa o colapso...
Abcesso tenso, vivo, eritematoso
Repercute na bamba bobina de sol
Que nutre e que morre
Com dor,  sem flores, sem amor


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FLOR



FLOR

e as Flores apenas Cheiram...
as Flores apenas Enfeitam...
há Flores, as flores
há grandeza maior para Existência?
Singeleza, Essência, Pureza
Conveniência...
cada canto uma Flor de Cor
para Alguém que não veio
para Alguém que se foi
para um Mundo de Alegria
para um Mundo em Dor
muitas Essências numa Flor
e muitas Flores no Amor
Enfeite-se como o Jardim


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

SERPENTINA




SERPENTINA

Todas as firulas pra te conquistar
Eu fiz envolto de sonhos, de amor
Me enformando como gelatina
E nesse romance de lua cheia
Minguou  serpentinas cintilantes de dor
Que reluz uma turbulência ardida
E o nosso amor se esvaiu no céu
Como chuva de confetes preto e branco
Coração partido, perdido de breu
...
No esconderijo  em colorido 3x4
Fez do outro um novo  amor
Que sonhou, desejou e te abandonou
...
Agora quero vê você sorrir em mim
Como fez escancarado, cheio de zombaria
Não faz porque passou mal do abandono
Como eu também sofri
...
Não adianta chorar, pedir aos deuses
Para te ajudar, eles dormem
O amor foi-se e te apunhalou fatalmente
Te deixando em labirinto opaco
...
Rasga tuas vestes de choro e vive o luto
Deita-te e espera a poeira passar, sonhando
Porque o carnaval está chegando...
E a serpentina reluzente de pôneis vai voar
Agarra-te aos pôneis e vai brincar na folia
Aproveita e vem no bloco que já foi teu
Pra juntos sorrirmos como malandros