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domingo, 16 de março de 2014

A LA CART




A La Cart

Sobre a mesa uma refeição
que cora, que borra, que ludibria
entre os pratos, os guardanapos
brancos e sujos como desejas
refeição demorada, marcada, esquecida?
hora certa, ela esta por vir
borbulhando, exalando aroma nu
e o tempo passou e ficou...
com a refeição para três
sozinho com os pratos e os guardanapos
e a entrada fria....

sábado, 15 de março de 2014

BRONZEADO









Bronzeado

E na luz da lua te conheci como sol
E entre as estrelas se fizestes presente
Tão bela, tão meiga, tão rude, assim...
Como sempre foi
Brilho dia, cor marrom, fosforescente
Linda menina, bela mulher
Fostes tu, fostes eles e elas
Como sempre quis
Na Beira mar, moradia das ninfas
Reluz como sol em formato de lua estrela
E bem embalada na canoa quebrada
Partiu para o céu, para o mar
Para o amor que vives
E sempre serás eterna pela essência
Também pela casca de ouro e cobre
Bronze fim

terça-feira, 11 de março de 2014

DOR



DOR

A dor que deveras sente
Sente, sente muito até a morte
Que não vem, mas parece pedir passagem
A dor que quiseras ter
Tem, mesmo de fingimento
Sente uma dor
A dor que deverias ir
Vai, indo para o ápice do encontro
Dos reflexos centrais
A dor que quis fugir
Foi, trancada, aliciada ao amor
Para ranger, gemer, doer
E a dor que eu senti
Senti, doeu, maltratou
Torturou até o devaneio
Mas passou...
Passou? 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

ZANGÃO

Zangão
Para meu amigo Theodoro de Sena

Entre as flores rebelas as canções de luz
E pairando vais aos poucos te libertando
Branco fosco, delicadeza pétala
Cheirando vais, inebriado estás
É o amor que soa de tua alma
Que contorna tua delicadeza brusca
Branco gelo, fino espelho reluzente
Transbordando  agora é fim
Começo sem medo, sem meio
Néctar de letras entre as abelhas
Essencialmente formas poesias
Delicada, apaixonada, brusca
Como a vida e o amor...


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Morbidez libidinosa




Morbidez libidinosa

Emerson Gomes

Moribundo, em teu palácio eis a tua nobreza
Sorrateiro como desejastes...
Aprisionado estás a tua profunda utopia maldita
Toma de um formol e guarda tua juventude
Que a velhice a ti espera
Para sucumbirdes a uma pele enrugada
Malfadada a uma subvida, sem libido...
Guarda-te de teus dotes para os pôneis
Que se alimentarão de tua insensatez mórbida