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quinta-feira, 18 de julho de 2013

RÉQUIEM



Réquiem
Emerson Gomes

Entre as portas totalmente abertas
Vejo uma rua de três angulações
Pálida é a luz que  traz inquietações
Revolucionando as pedras   estáticas

E as árvores  velhas  que  lá se escondem
Trazem  muitas  histórias deslumbrantes
De um rico patrimônio  fulminante
Que outrora não  mostrava desordem

De cima, três pontos pinto histórias
Como gato assustado eis as memórias
Assim eu conto o amor à rua grande

Mas o passado é presente, futuro
Mas, este mundo que diz ser maduro
Sopra os sons e bons ventos  degradantes

Poço Profundo







Poço Profundo
Emerson Gomes
No fundo de minha rede vejo um poço
E parece me encantar por suas cores
Profundo, seus sentimentos me absorvem
Ludibriado fico, atordoado, a espreita, observo...
Preciso voltar para os punhos da rede e cantar
 Ninar os sentimentos felizes
E no espelho d´agua vejo toda uma vida
Poço profundo...
Recriando vidas vão...
E lá, muito distante, o vácuo se faz presente
Carreando vejo-me descendo para presenciar o que vivi
Lindo poço, misterioso, profundo como o infinito
Mergulhando vou, purificando vou
E banhado aqui estou, limpo, pronto para dormir outra vez
Feliz...

quarta-feira, 10 de julho de 2013

LUNA






Luna

Um dia o sol nascerá sorrindo
Com as cores da  felicidade
Ilustrando minha vida, meu caminho
Um dia verei à tarde com sua cor quente
Pulsante, revitalizando os desejos dos amantes
Mas um dia verei o que mais desejo
Verei a lua dançante , em plena felicidade
Ao lado do seu real grande amor
E quando este dia chegar
Estarei simplesmente só, livre
Ouvindo a melodia do mar
E observando invejosamente
Aquele romance lunático
E quando as ondas vierem me abraçar
Não fugirei, me permitirei aos seus encantos
E só, mas feliz, cantarei o amor verdadeiro
Que foi infindo enquanto durou

AS PÉTALAS





AS PÉTALAS

 

As pétalas que se esvoaçam

Levam todos os sentimentos

Levam a alma, e os demais desejos

De um paraíso que outrora vivido

 

Ente o sol e as janelas abertas

Das moçoilas que ante-espera

Um príncipe que viria do céu

Caem prantos de lágrimas cinzentas

 

E o vento se multiplica abundante

Trazendo uma poeira fria, sem cheiro

Que impregna no ser por  completo

Deixando opaca e em lama a alma

 

E entre os esfregaços mórbidos

De uma ama que já amou

Para limpar uma sujeira tenebrosa

Que por ventura em um corpo pairou

 

Sorrateiramente iam a desalentos

Os soldados em passos largos

Para as trincheiras dos amores

Libertar a alma prisioneira

 

Mas os ventos ainda castigam

As pétalas dos sentimentos nobres

Dos desejos verdadeiros

Das vidas que se entrelaçavam

 

E embebido de um fel gosmento

Eis que se embriagam os sentimentos

Para aliviar uma torrente dor

Que foram nos ares pelas pétalas

 

Esvoaçando vão, pairando, lentamente

Fixando vão, apavoradamente

Categoricamente vai surgindo o sepulcro

Que jaz uma vida de quem amou

 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SOPRO

SOPRO

Quando o vento sopra, o ar se renova e tudo conspira...
Assim é uma vida, a cada dia, a todo instante, constante e real
E tudo parece instantâneo, sem era nem beira
E o horizonte que se planeja mostra-se longe e muito distante
E nessas idas e vindas é preciso ser livre e ter fortaleza
Com muita certeza de poder ser aprendiz e ser feliz
Aprender que numa vida tudo  vira e se revira
E as mudanças são imprevisíveis e naturais...
E tudo parece estranho e não aceitam a real
Mais a vida é utopia, sem verdade, sem mentira
E o mundo todo conspira uma realidade que espirra
Sulcos de pensamentos inconstantes
Mas quando a carência se releva em fantasia
Em demência vemos o outro passar mal
E quando olhamos pelo outro lado do vidro
Nos colocamos distantes de tudo isso
Achando que a vida é uma cena ficcional

Emerson Gomes