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quarta-feira, 19 de março de 2014

BOLHAS DE SABÃO




 BOLHAS DE SABÃO
 
No quarto desconhecido
Fui obrigado a ficar
Com medo, e receio aparente
Meu coração se pôs a chorar
E na manhã do outro dia
Uma luz de alegria
Apareceu para encantar
Cantou, dançou, contou
 E me fez acreditar
Que ali podia ser feliz
E ao deitar eu sonharia
A infância que eu queria
E com as bolhas de sabão viajaria
Para o céu desconhecido
Pertinho de Deus cheguei
Mas do sonho eu acordei
E deitado no leito branco
Acordado Viajei...
Histórias, contos, fábulas
Com elas eu vivi...
Os cuidados que sonhei
De cores, nuances, alegrias

domingo, 16 de março de 2014

A LA CART




A La Cart

Sobre a mesa uma refeição
que cora, que borra, que ludibria
entre os pratos, os guardanapos
brancos e sujos como desejas
refeição demorada, marcada, esquecida?
hora certa, ela esta por vir
borbulhando, exalando aroma nu
e o tempo passou e ficou...
com a refeição para três
sozinho com os pratos e os guardanapos
e a entrada fria....

sábado, 15 de março de 2014

BRONZEADO









Bronzeado

E na luz da lua te conheci como sol
E entre as estrelas se fizestes presente
Tão bela, tão meiga, tão rude, assim...
Como sempre foi
Brilho dia, cor marrom, fosforescente
Linda menina, bela mulher
Fostes tu, fostes eles e elas
Como sempre quis
Na Beira mar, moradia das ninfas
Reluz como sol em formato de lua estrela
E bem embalada na canoa quebrada
Partiu para o céu, para o mar
Para o amor que vives
E sempre serás eterna pela essência
Também pela casca de ouro e cobre
Bronze fim

terça-feira, 11 de março de 2014

DOR



DOR

A dor que deveras sente
Sente, sente muito até a morte
Que não vem, mas parece pedir passagem
A dor que quiseras ter
Tem, mesmo de fingimento
Sente uma dor
A dor que deverias ir
Vai, indo para o ápice do encontro
Dos reflexos centrais
A dor que quis fugir
Foi, trancada, aliciada ao amor
Para ranger, gemer, doer
E a dor que eu senti
Senti, doeu, maltratou
Torturou até o devaneio
Mas passou...
Passou? 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

ZANGÃO

Zangão
Para meu amigo Theodoro de Sena

Entre as flores rebelas as canções de luz
E pairando vais aos poucos te libertando
Branco fosco, delicadeza pétala
Cheirando vais, inebriado estás
É o amor que soa de tua alma
Que contorna tua delicadeza brusca
Branco gelo, fino espelho reluzente
Transbordando  agora é fim
Começo sem medo, sem meio
Néctar de letras entre as abelhas
Essencialmente formas poesias
Delicada, apaixonada, brusca
Como a vida e o amor...